FERRO E AÇO MACHADO EM ALTO SANTO-CE

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Caminhoneiros bloqueiam BR em Tabuleiro do Norte, no Ceará

Segundo a PRF-CE, cerca de 10 caminhões bloqueiam a via.
Caminhoneiros devem ser notificados por oficiais de Justiça.

Os caminhoneiros voltaram a bloquear na tarde desta quinta-feira (26), a BR-116, no Ceará. Desta vez, o protesto com os caminhões acontece no quilômetro 213 da rodovia, na cidade de Tabuleiro do Norte. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF-CE), agentes foram encaminhados ao local, assim como oficiais de Justiça Federal, para notificar os caminhoneiros da ordem judicial que determina a desocupação da rodovia.

Os caminhões estão enfileirados em um lado da via. Apenas um veículo bloqueia totalmente a rodovia, mas pneus e pedaços de madeira foram postos ao lado dele. A PRF-CE pede que os motoristas evitem passar pelo local, usando as CE-40 e CE-35 como rotas alternativas.





Na manhã desta quinta-feira, os profissionais autônomos que ocupavam a BR-116 no muncípio do Eusébio receberam a mesma notificação de que a Justiça Federal no Ceará determinou a desobstrução da via. Os caminhoneiros resolveram sair pacificamente. O protesto da categoria começou na terça-feira (24). O trecho que estava parcialmente bloqueado é um dos principais acessos à capital cearense.

Reunião em Brasília

Em reunião em Brasília, o governo se comprometeu a sancionar sem vetos a Lei dos Caminhoneiros, aprovada pela Câmara no dia 11, e a não reajustar o preço do diesel nos próximos seis meses, em contrapartida, exigiu a liberação imediata de todas as estradas.

Decisão da Justiça

A Justiça Federal no Ceará determinou na tarde desta quarta-feira que os caminhoneiros desobstruíssem a rodovia federal imediatamente. O juiz José Vidal Silva Neto, da 4ª vara federal, determinou “que todos e quaisquer invasores desocupem ou desobstruam imediatamente os trechos das rodovias federais neste Estado, notadamente entre os Km 12 e Km 16 da BR-116, incluindo leitos, acostamentos, alças e demais partes da rodovia federal”. O juiz estipulou multa diária de R$ 500 por motorista em caso de descumprimento.

O protesto


O protesto dos caminhoneiros autônomos na BR-116, em Fortaleza, começou por volta das 16 horas da  terça-feira (24), quando cerca de 60 motoristas, principalmente os que chegaram de outros estados, ocuparam os acostamentos do km 12 da rodovia, importante acesso à capital cearense, já que a BR liga o Ceará ao Rio Grande do Sul. Na quarta, o protesto cresceu e a fila de caminhões chegou a cerca de 5 km de cada sentido. Do quilômetro 12 até o 15, o G1 contou mais de 1.300 caminhões parados.

Além de exigirem a redução do preço do combustível, os caminhoneiros reivindicam ainda o aumento do frete e valores recebidos conforme a carga e a distância da viagem feita por eles.

O caminhoneiro Adilson da Rocha, 52 anos, estava estacionado debaixo da Avenida Quarto Anel Viário, no Bairro Pedras, em Fortaleza, desde 16h de terça-feira (24). Segundo ele, a carga de cerâmica já havia sido descarregada, mas mesmo assim, ele diz que terá prejuízos.

"O prejuízo já começou desde que eu parei aqui. A sorte é que a cerâmica que veio de Tambaú em São Paulo já foi entregue. A cada dia parados, nós perdemos dinheiro, mas acho a paralisação uma forma correta de protestar, pois não podemos trabalhar com os preços do diesel dessa forma. Os preços estão altos e é preciso o governo tomar uma providência”, afirmou.

O caminhoneiro baiano Claudimar Rosa que entregou nesta terça-feira uma carga de coco de Barreiras (BA) para Paraipaba, a 94 Km de Fortaleza. “Tive sorte como muitos de já ter conseguido entregar a carga. No entanto, estou parado aqui e já era para estar hoje à noite (quarta-feira) em Barreiras. Pegar outra carga e voltar para cá. Faço várias viagens para poder aumentar o lucro. O valor do frete que recebemos conforme a carga e a distância da viagem é baixa, diminuiu, devido o valor do combustível. Vivemos hoje com apenas 20% do frete”, disse. Ainda segundo Claudimar Rosa a cada dois dias parados ele perde algo em torno de R$ 3 mil.




Portal do G1