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segunda-feira, 30 de março de 2015

Seca: Irrigantes do Tabuleiro de Russas e Morada Nova estão sem água para produzir


Os indícios que não teria água para irrigação, considerando como fonte o açude Banabuiú, foi anunciado oficialmente pela COGERH, na sexta (27), durante reunião de ajuste operacional da vazão do sistema Eixão/Canal do Trabalhador/calha do rio Jaguaribe. A reunião aconteceu no auditório da faculdade de filosofia Dom Aureliano Matos, onde havia representantes dos comitês de bacias hidrográficas do Alto, Médio e Baixo Jaguaribe bem como da Bacia do Banabuiú.

Antes do debate com os diversos segmentos de usuários d’água do referido sistema, os técnicos da Companhia das águas e da FUNCEME, apresentaram o quadro da real situação dos três maiores açudes do Ceará, Castanhão, Orós e Banabuiú e a previsão nada animadora de chuvas para os próximos três meses (Abril, Maio e Junho), o estudo assegura que as precipitações apontam para três cenários: 7% acima da média; 44% dentro da média e 49% abaixo da média histórica, afirmou a Fundação cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos – FUNCEME. Já os dois maiores açudes, estão em estado de alerta, e o terceiro está com apenas 1,7% d’água acumulada considerando que o referido manancial tem capacidade para armazenar 1.601.000.000m³ (Um bilhão e seiscentos e um milhões de metros cúbicos). O Orós comporta 1.900.000.000 m³ (um bilhão e novecentos milhões de metros cúbicos) já o Castanhão guarda 6.700.000.000 m³ (Seis bilhões e setecentos milhões de metros cúbicos em sua bacia hidráulica.

A reunião teve início por volta das 9h estendendo-se até às 16h aproximadamente, os produtores do Perímetro Irrigado de Morada Nova – PIMN e ribeirinhos do Banabuiú são os mais prejudicados com a seca, considerando que a vazão atual é de 4m³/segundo destinado apenas para o consumo humano e dessedentação animal. No segundo semestre de 2014, 710 famílias produtoras de arroz do PIMN por força de um acordo feito com o governo, os irrigantes abdicaram do plantio, assim, a água foi destinada a Fortaleza e ao Tabuleiro de Russas em contra partida receberão uma compensação em dinheiro, segundo João Lúcio presidente de COGERH, o governador Camilo Santana já autorizou o pagamento. Acordo similar aconteceu em 2002 através do programa Águas do Vale.

O debate fluiu como um rio caudaloso após chuvas torrenciais, ao final acertado a vazão total do sistema de 21m³/seg. Esse volume será destinado aos diversos usuários (SAAE, CAGECE, irrigantes, indústria e carcinicultores), distribuído entre o Canal do Trabalhador, Calha do Rio Jaguaribe e Eixão das Águas. A próxima reunião de alocação das águas será após a quadra invernosa.

TVJ