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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Caminhoneiros bloqueiam BR-116 em Tabuleiro do Norte no protesto nacional contra o Governo Federal

A Polícia Rodoviária Federal está na Ponte do Peixe Gordo, Km 209, local do bloqueio dos motoristas

Uma barreira de pneus foi montada pelos manifestantes e o tráfego desviado para Limoeiro do Norte


O tráfego de veículos entre Fortaleza e as regiões do Vale do Jaguaribe e do Cariri pela Rodovia Santos Dumont, a BR-116, está completamente interrompido. É o início da paralisação dos caminhoneiros, anunciada na última quarta-feira e que faz parte de um movimento da categoria em nível nacional. No começo da tarde, os manifestantes bloquearam a ponte do Peixe Gordo, no limite entre os Municípios de Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte, a cerca de 210 quilômetros da Capital.
Os caminhoneiros colocaram barreiras de pneus nos dois lados da ponte para impedir o tráfego. A situação já começou a se agravar e os motoristas estão tendo que contornar o trecho através da cidade de Morada Nova. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local, mas não interveio.
Os caminhoneiros não revelaram quando o protesto vai terminar, mas já avisaram que nesta sexta-feira (24) o bloqueio chegará ao perímetro urbano da BR-116, em Fortaleza. Os transtornos já estão sendo avaliados pela PRF.
Agora há pouco, em entrevista a uma emissora de rádio da Capital, o chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF em Fortaleza, inspetor Alexandro Batista, informou que uma equipe da instituição de deslocou até o ponto de bloqueio, no quilômetro 209,3, e ficou comprovado que o trânsito está totalmente interrompido. Ele sugere que os motoristas evitem se aproximar do trecho, pois não há previsão de liberação da via.
Consequências
Os caminhoneiros decidiram, em nível nacional, reiniciar as paralisações diante da recusa do Governo Federal de fixar uma tabela básica com os preços de fretes.
Além de interromper o tráfego, a paralisação dos caminhoneiros pode prejudicar o abastecimento de postos de combustíveis nos próximos dias e, num prazo maior, afetar o transporte de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos em todo o Brasil.

Fernando Ribeiro