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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Podagem de árvores em Limoeiro do Norte penaliza mototaxistas do centro

A podagem das árvores vai à contramão da preservação do meio ambiente e da arborização.
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Moto-taxistas que trabalham no posto no centro da cidade de Limoeiro, ao lado da Macavi, entre as ruas Dom Aureliano Matos e Anísio Batista, ficaram surpresos na manhã de segunda-feira, 13 de abril, ao chegarem ao posto para trabalhar e se depararam com a poda que foi feita nas Árvores, deixando totalmente desfolheadas sem nenhum galho. 

O local já era considerado com pouca sombra, e os moto-taxistas já tinham problemas com desistências de passageiros, por conta das motos estarem com seus assentos (bancos), sempre quentes. 

Em Limoeiro, mesmo sendo período considerado quadra invernosa ou mesmo no verão, normalmente o centro da cidade a temperatura chega aos 40° graus na sombra, e os mototaxistas  foram os mais prejudicados, tiveram seus direitos a sombra retirados por conta das podagens nas árvores.
A temperatura já havia aumentado por conta do asfalto. No centro, e agora sem a sombra das árvores, o posto dos profissionais vai esquentar mais ainda. 

O corte das árvores, segundo Sulian de Souza moto-taxista que trabalha no centro, aconteceu no domingo, dia 12 de abril, por um profissional contratado pela prefeitura, que de motosserra serrou todas as árvores do local do posto, deixando os profissionais completamente desamparados de sombra.

O corte é considerado crime ambiental contra a flora, já que não houve uma consulta. Limoeiro do Norte já é uma cidade de pouca arborização e as plantas que possui ainda são dizimadas.

Os moto-taxistas reclamaram que acabaram de pagar e colocar em dia seus veículos com o pagamento dos alvarás, e o que receberam em troca, foi a poda das plantas que lhes garantiam sombra.

A professora Iolanda Castro que é bióloga, antes de assumir o cargo de chefe de Autarquia de Meio Ambiente no município, era defensora fervorosa da flora. Hoje, está esquecendo até o S.O.S. JAGUAR órgão que foi criado em defesa do rio Jaguaribe, da fauna e da flora, que se encontra  aterrado sem encosta para conter ás águas.

Resta saber se a autarquia do meio ambiente autorizou o corte das árvores, ou se vai deixar continuar cortando do mesmo jeito as demais. Esperamos que haja uma coordenação para tais ações, pois enquanto o mundo luta contra o desmatamento, em Limoeiro, manter ás arvores de pé para o processo de arborização da cidade, está indo na contra mão da preservação.


Por Ribamar Silva - TVJ