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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ceará registra 12 casos de meningite este ano

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado, o maior número de ocorrências da doença costuma ocorrer entre janeiro e maio 

Apesar de estar em evidência após a notificação de três mortes, entre as quais a do deputado estadual Wellington Landim, a ocorrência de meningite no Ceará continua com o mesmo padrão desde 2012, diz nota técnica divulgada pela Secretaria da Saúde do Estado.

Segundo a secretaria, neste ano, até maio, foram constatados 12 casos da doença e dois óbitos no estado. O terceiro caso confirmado foi o do deputado, que morreu no dia 9.
De acordo com secretaria, o maior número de casos de meningite costuma ocorrer entre janeiro e maio. O infectologista Robério Leite, do Hospital São José, em Fortaleza, explica que o fato tem a ver com o período do ano em que há mudanças significativas no clima do Ceará. As chuvas e a alta umidade facilitariam a transmissão da doença no estado nesse período, diz o médico.
Ao comparar os dados de janeiro a maio de anos anteriores, a secretaria demonstra que houve redução nos números da doença. Em 2012, foram confirmados 56 casos. Em 2013 e 2014, foram 23 e 16, respectivamente. O número de pessoas que morreram de meningite também: em 2012, foram notificadas 18 mortes, em 2013, oito e, em 2014, quatro.
A meningite que acometeu o deputado Wellington Landim é a do tipo pneumocócica, causada por uma bactéria pouco transmissível, mas que desenvolve uma forma muito grave da doença.
O tipo que tem mais possibilidade de causar surtos é a meningite meningogócica, também bacteriana. Robério Leite ressalta que esse tipo de meningite costuma afetar mais os adolescentes. “Não existe uma explicação para isso, mas é possível que seja pelo fato de eles conviverem em grupos muito próximos.”
A prevalência entre os jovens está expressa na nota técnica da Secretaria da Saúde, segundo a qual a maior incidência da doença este ano é na faixa de 15 a 29 anos. O dado deste ano se baseia principalmente na ocorrência de meningite entre detentos do sistema penitenciário cearense: houve quatro casos em dois presídios. Um detento morreu. Para evitar que outros presos contraíssem a doença, foi feita a chamada quimioprofilaxia: todas as pessoas que atuavam nas unidades tomaram antibióticos específicos.
A meningite pneumocócica afeta principalmente crianças, que tem o sistema imunológico mais frágil. Por isso, o infectologista alerta que é importante vaciná-las antes dos 2 anos de idade. “A vacinação é feita na rotina para prevenir que a pessoa seja colonizada (pelas bactérias), evitando que desenvolva a doença. Eventualmente, em casos de surto grande, é preciso realizar o bloqueio com vacina.”
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