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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Polêmica: Escola de Belo Horizonte pinta crianças de preto e é acusada de racismo

Atividade foi registrada em fotos divulgadas pela própria escola, em sua página no Facebook
Uma escola localizada em Belo Horizonte, em Minas Gerais, foi acusada de racismo na intenert após promover uma brincadeira em que as crianças se pintavam de preto. Um grupo de alunos foi pintado com tinta preta, com o objetivo, segundo os professores, de vivenciar a experiência de ter a cor negra. A atividade foi registrada em fotos divulgadas pela própria escola, em sua página no Facebook.




“Quem já mudou de cor? Essa semana a criançada experimentou ter uma cor diferente. Com tinta apropriada, pintamos nossos corpinhos e passamos a tarde vivenciando ter a cor negra. Foi um experimento estético muito interessante para a meninada. Eles se olharam no espelho, observaram uns aos outros e apreciaram o resultado”, dizia o post publicado pela Play Centro de Desenvolvimento Infantil, apagado após a enxurrada de críticas.
A atividade foi amplamente criticada por usar o recurso da “blackface” (”rosto preto”, em inglês), recurso muito utilizado em produções artísticas, principalmente no teatro, como técnica de maquiagem na qual pessoas brancas pintam a pele com tinta preta para imitar negros de forma caricata. “Atividade racista! Blackface! Não consigo acreditar que vocês viram isso como algo positivo. Não vou questionar como as crianças negras foram pintadas porque visivelmente não tinha nenhuma. Passou dos limites de aceitação”, escreveu uma internauta na publicação. 
Após a repercussão da atividade,  a escola decidiu apagar a publicação e emitiu uma nota de esclarecimento através do Facebook. No comunicado, a a instituição se defendeu das acusações de racismo e disse que a atividade não se trata de “blackface”. Ao contrário do que informou quando divulgou a atividade na rede social, quando afirmou propôr às crianças a experiência de vivenciar ter a cor negra, a escola desta vez disse que a iniciativa não fez referência à raça negra. “Entendemos que a atividade não configura blackface, uma vez que não fez referência à raça negra, nem tampouco a representava de maneira pejorativa. Reconhecemos que a publicação das fotos foi acompanhada de um texto pouco esclarecedor que levou a interpretações dúbias. Lamentamos profundamente por isso”, diz parte do comunicado.
Houve ainda defensores da atividade escolar. “Sem dúvida não houve qualquer intuito de ofender quem quer que seja. A atividade teve uma consequência de "brincadeira de criança" como qualquer outra. Eu reafirmo também, como mãe de aluno, que acredito no propósito do Play e fico bastante chateada por terem sido alvo de uma grande injustiça!”, escreveu a mãe de um estudante da escola. Outras pessoas fizeram coro aos comentários em defesa da instituição: “Proposta pedagógica bem fundamentada que trabalha a integração de forma lúdica, de forma contrária à descriminação racial, como chegaram a dizer. Devemos procurar conhecer melhor uma proposta válida e inovadora como a dessa escola, que não conhecia”, comentou um internauta. As informações são do site Extra.