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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Choque elétrico matou 35 pessoas no Ceará em 2014

 

O Nordeste foi a região do Brasil com o maior número de mortos por choques elétricos em 2014. Pedreiros, pintores, ajudantes e eletricistas são os profissionais mais atingidos 

Pesquisa revela que em 2014, 35 pessoas morreram no Ceará, vítimas de choques elétricos. Dados são da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). Segundo o estudo, o Estado é o terceiro no Nordeste por mortes causadas por esse tipo de acidente. O estado que mais sofreu com o problema foi a Bahia, com 68 casos, seguida por Pernambuco, com 51 ocorrências. Além desses, Alagoas (28), Piauí (26), Paraíba (20),Maranhão (19), Rio Grande do Norte (14) e Sergipe (5) compõem a relação nordestina.

 

Em todo o país, choques causaram a morte de 627 pessoas, 69 delas crianças e jovens até 15 anos. A maior parte desses acidentes ocorreram dentro de casa. Segundo a entidade, as causas são variadas: problemas com tomadas e extensões, cercas eletrificadas, eletrodomésticos e até chuveiros elétricos.

 

A região que apresentou o maior número de acidentes fatais foi o Nordeste, com 266 ocorrências. A região Sudeste teve 123 óbitos; o Sul teve 118 vítimas fatais, o Centro-Oeste, 66, e o Norte foi a região com o menor número de mortes, 54.

 

Em relação aos profissionais atingidos em todo oBrasil, o número de pedreiros, pintores e ajudantes supera o de eletricistas: 31 contra 29. A faixa etária mais atingida é de pessoas com idade entre 31 e 40 anos, com 166 ocorrências. As crianças também sofrem com os problemas nas instalações elétricas: foram 69 casos fatais em pessoas de 0 a 15 anos.

 

Segundo o diretor executivo da Abracopel, Edson Martinho, o número de acidentes representa um crescimento de 17% em relação a 2013, primeiro ano em que a entidade fez um estudo mais profundo sobre a natureza dos acidentes. Antes, era divulgado apenas o número de total de mortes, sem detalhes sobre os acidentes. O número de acidentes fatais também aumentou: 6%.  

 

"A maioria das pessoas não acredita que as instalações elétricas dentro de casa oferecem umrisco tão grande. O grande problema é a falta de conhecimento sobre os riscos da eletricidade. As pessoas acham que o máximo que vai acontecer é que elas vão tomar um choquezinho, mas a verdade é que pode haver um risco grande de óbito também nos acidentes envolvendo instalações de baixa tensão", afirma Edson.

DN