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quinta-feira, 9 de julho de 2015

PEREIRO-CE: Sede da cidade poderá ser abastecida por carros pipas

  
    A última reserva de água da cidade de Pereiro, no Ceará, o açude Adauto Bezerra, já não deve mais abastecer a cidade nos próximos meses. A informação é da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) da cidade. "A pouca água que temos já está ficando impossibilitada de ser tratada. Caso não chova nos próximos dias, essa água só terá condições de ser bombeada até o final de agosto", informa o gerente regional da Cagece, Tancredo Wilson Júnior. ESPERANÇA Segundo o técnico, cinco poços já foram perfurados pela Superintendência de Obras Hidráulicas (Soidra) na cidade. 

     Ele explica que outros cinco poços já foram solicitados e caso venham a ser perfurados podem resolver o problema do abastecimento da sede da cidade. "Já mandamos fazer o cabeamento elétrico desses cinco poços existentes e se formos atendidos com mais cinco, vamos continuar abastecendo a cidade, isso dentro de uma rasuabilidade e com muito cautela", explicou. CARROS PIPAS NA SEDE DA CIDADE A zona urbana, que dependia exclusivamente dessa água, caso venha a faltar, terá que "se virar" com a pouca água dos carros pipas que abastecerão a cidade. A água potável será levada pelo Exército, racionada em 20 litros de água por dia por pessoa, que são usados para todas as necessidades. Serão 20 litros para lavar prato, lavar roupa, fazer a comida, tomar banho e ainda beber. DISTRIBUIÇÃO Aproximadamente 14 pontos, com caixas d'água de 20 mil litros serão fixados pela cidade. A distribuição da água acontecerá diariamente e cada membro da família terá direito a vinte litros.

     O controle será feito por uma equipe da Prefeitura Municipal. Segundo a Defesa Civil, a demanda de água em todas as regiões da cidade é muito grande, por isso deverá ser complicado a distribuição. ZONA RURAL Já na zona rural os carros pipas da Defesa Civil fará a distribuição da água. As caixas d'águas serão cheias e devem ser divididas entre os moradores. PREJUÍZOS Com a estiagem que já dura três anos e meio, todo o sistema de irrigação e produção agropecuária está parado na cidade. O gado bebe água das cacimbas (poços) feitas onde ficavam os açudes. Segundo o prefeito Amar , nas últimas semanas o prejuízo se estendeu ao comércio e ao serviço público. "Nós temos hospitais, delegacias que não podem deixar de receber água, mas estamos com receio de que falte. O comércio já está sentindo os prejuízos também." destacou. De acordo com Amar, a Prefeitura de Pereiro já investiu milhões na compra de água desde o início da sua gestão, em janeiro de 2012. "Esse valor é muito alto para uma cidade como a nossa. A água não pode faltar, então às vezes não conseguimos honrar nossos compromissos", diz. 

Por: Assessoria de Comunicação da PMP 
Jornalista Damião Flávio Silveira (85) 9955.9035 / comunicacao@pereiro.ce.gov.br