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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Alunos de Iracema-CE desenvolvem cristal para remoção de petróleo em água

Trabalho será apresentado na maior feira de ciências e tecnologia da América Latina que acontece em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul

Aluna mostra o cristal que permite remoção de petróleo em água ( Divulgação )

Um exemplo positivo do que a educaçãoé capaz. Os alunos Gabriel Moura e Myllena Cristina, orientados pela professora Érica Bezerra,da Escola de Ensino Fundamental e Médio Deputado Joaquim de Figueiredo Correia, emIracema, município localizado a 285 quilômetros de Fortaleza, desenvolveram um cristal para solucionar de forma simples, econômica e rápida problemas que ocorrem por falta de bons equipamentos de remoção de petróleo em água, remoção de petróleo incrustado em tanques de navios e impermeabilizantes em materiais de construção.

 

A importância da pesquisa é tanta que eles foram selecionados para participar, no próximo mês de outubro, da Mostratec, maior feira de ciências e tecnologia da América Latina que acontece em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O trabalho foi escolhido como o melhor entre os inscritos do Ceará.  Como prêmio, o grupo receberá do CNPQ inscrição, passagens e hospedagem.

 

Para se ter uma ideia da importância da experiência nesse ramo de pesquisa, o cristal desenvolvido pelos estudantes é56 vezes mais eficiente e 120 vezes mais barato que os outros materiais testados. Gabriel de Moura Martins diz que após o período de testes, perceberam a relevância social do projeto. "Pode contribuir para impactos positivos em diversas áreas", ressalta ele.

 

Conforme Érica Bezerra Costa, o projeto "Cristalização do Poliestireno expandido: um novo método de gerenciamento ambiental na área marítima e civil" tem muita relevância dos pontos de vista ambiental e econômico. "No desenvolvimento desta pesquisa, foi obtido um cristal a partir de resíduos de Poliestireno Expandido (PEX), conhecido popularmente como isopor, que em testes demonstrou ótimo resultado na produção sem resíduos poluentes", esclarece a professora. Ela também destaca a parceria do universitário Helyson Lucas, ex-aluno da Escola, que hoje está no IFCE, de Limoeiro do Norte.

   

DN