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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Secretaria da Saúde do Estado confirma caso de microcefalia em Limoeiro do Norte e mais 10 municípios Cearenses



 Gestantes deve fazer a utilização do repelente tópico, considerando a relação causal entre o Zika vírus e os casos de microcefalia diagnosticados no país.

Fachada da Emergência do Hospital Regional Dr. Deoclécio Lima Verde, em Limoeiro do Norte.
Emergência do Hospital Regional Dr. Deoclécio Lima Verde, em Limoeiro do Norte. (Foto: Melquíades Júnior)


A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA), por meio do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde, atualizou a situação epidemiológica da ocorrência de microcefalia no Estado do Ceará, considerando que se trata de uma Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN).
Até 28 de novembro de 2015, foram notificados no Brasil 1.248 casos suspeitos de microcefalia em 14 Estados (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins e Rio de Janeiro. Entre o total de casos, foram notificados 7 óbitos suspeitos (Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte).
No Ceará, até 28 de novembro de 2015, foram notificados 25 casos suspeitos de microcefalia em 11 diferentes municípios, sendo confirmado um óbito. Todos os casos suspeitos notificados estão sendo investigados minuciosamente. Os resultados preliminares deste trabalho serão divulgados na medida em que estejam finalizados.

Cidades com casos confirmados

  • Fortaleza - 12
  • Itapajé - 01
  • Tejuçuoca - 01 óbito
  • Banabuiú - 01
  • Limoeiro do Norte - 01
  • Morrinhos - 01
  • Mauriti - 01
  • Crato - 01
  • Barbalha - 04
  • Missão Velha - 01
  • Horizonte - 01

Ações desenvolvidas

  • Investigação dos casos notificados suspeitos de microcefalia.
  • Criação de Comitê de Emergência em Saúde Pública - Microcefalia, composto por profissionais de saúde de diversas aéreas da saúde e instituições do Estado: epidemiologistas, médicos especialistas (pediatras, obstetras, geneticistas;neurologistas, sanitaristas e infectologistas); profissionais do laboratório e gestores de saúde.
  •  Elaboração de protocolos de investigação epidemiológica, conduta clínica e fluxogramas de atendimento e acompanhamento nos serviços de saúde de referências para casos suspeitos de microcefalia em recém-nascidos e gestantes com suspeita de microcefalia intrauterina (em fase de revisão).
  • Gestantes: utilização do repelente tópico, considerando a relação causal entre o Zika vírus e os casos de microcefalia diagnosticados no país. Estudos indicam que o uso tópico de repelentes a base de DEET por gestantes não apresenta riscos.