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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Após registro de microcefalia em Limoeiro, Dra. Vanessa Barreto orienta população sobre a doença.


Com a chegada da chuva na região do Vale do Jaguaribe diminui muitas preocupações no tocante a escassez d'água, traz muita alegria ao coração da sociedade, todavia, vem junto com este festivo momento o risco de dengue, pois aumenta o berçário do Aedes aegypti, visto ser este o mosquito responsável pela transmissão da Dengue, chikungunya e Zika vírus, sendo essa última a mais grave. Em função desse fato a TV Jaguar foi conversar com a obstetra Vanessa Barreto, da Policlínica Judite Chaves em Limoeiro do Norte. Nessa matéria destacamos a Zika Vírus por está sendo associada aos casos de microcefalia em nível nacional.

 




 












Dra. Vanessa Barreto, médica da Policlínica Judite Chaves Saraiva, informou que a doença foi detectada no Brasil há pouco tempo, a quem diga que chegou com a Copa do Mundo de 2014, proveniente possivelmente da África, a Zika vírus tem sido a principal suspeita de ser a causadora dos casos de microcefalia no Brasil, até então (antes de 2014), raro eram os casos e pouco conhecida no território nacional. A população está em pânico, especialmente nas mulheres grávidas, pois a doença é um tanto silenciosa e muitas vezes a gestante contrai o vírus e os profissionais de saúde não chegam nem a perceber a presença do mesmo, o patológico uma vez instalado na mulher, prolifera por seu organismo de forma sorrateira.

Segundo a médica o vírus se desloca, entra na corrente sanguínea, chegando até a furar a placenta atingindo assim, o feto, a criança que está se desenvolvendo no útero materno. Essa é uma das razões pela qual o Ministério da Saúde e outras instituições afins, vêm dedicando esforços para encontrar um diagnóstico preciso, ou seja, identificar prematuramente a presença do vírus no organismo da gestante, em tempo de desenvolver vacinas e outros medicamentos preventivos que possam contornar essa terrível ameaça que começa ainda no útero da mãe.
2015 é o ano de referência, 3.893 mil casos suspeitas de microcefalia em todo o território nacional, é o número oficial, onde a região de maior incidência é o Nordeste e consequentemente o Estado de Pernambuco, todos atribuídos ao Zika.

Dra. Vanessa observou que a enferma não apresenta sintoma específico, por ser muito parecido com a dengue, todavia, ela é menos agressiva, apresenta de maneira suave dor de cabeça, dores nas articulações e estado febril, então, os profissionais de Saúde aconselham que, por mais insignificante que pareça ser a dor de cabeça, o mal estar, as dores musculares, procurar imediatamente o pronto socorro.
Uma das práticas para identificar a presença do Zika vírus é o exame sorológico específico, no caso dando positivo, sua presença é detectada depois de cinco dias do início da doença, depois de três semanas repete o exame. Lembrando que esse tipo de exame não é feito em qualquer laboratório, tem outros tipos de exames (PCR), que é a pesquisa da genética do vírus no sangue humano, mas este é bem mais complexo e difícil o diagnóstico.
A Dra. Vanessa lembrou que a mulher não estando gestante, o tratamento da doença é simples, porém, o que mais preocupa são os três primeiros meses de gestação, pois,  o grande problema é que o vírus ataca no período de formação das primeiras células do novo indivíduo, isso traz sequelas irreparáveis enquanto houver vida, uma vez por se tratar de lesão direta e na fase embrionária. Comprovada a microcefalia, sua principal consequência é a redução do perímetro do crânio da criança, comprometendo o desenvolvimento do tamanho do cérebro do bebê, que não deve ser menor que 32 centímetros de diâmetros. A microcefalia provoca problemas como: convulsões, retardo no desenvolvimento motor da criança, etc.
O Brasil não tem estrutura, as crianças acometidas da doença, terá que viver com ela por toda vida. Por isso a preocupação deve começar no âmbito preventivo, a gestante deve usar repelente, roupas mais compridas, uma vez picada pelo mosquito a futura parturiente deve ser acompanhada com atenção especial desde o pré-natal (por ser uma gravidez de alto risco), com exames focados na medição do perímetro cefálico, no pós-parto também e assim, podemos diagnosticar qual o impacto que o Zika vírus trouxe para aquele recém nascido.

Dos 3.893 casos, o Ceará é responsável por 25 destes, em 11 municípios dos 184 existentes. Um do caso suspeito foi registrado em Limoeiro do Norte, portanto, é prudente redobrar a preocupação, a responsabilidade não é só dos profissionais de saúde, mas, de toda população para que essa ameaça iminente seja debelada, afastando o risco de comprometer o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos. Lembrando que ainda não foi confirmado pelas autoridades de saúde mesmo assim, fica o alerta para os limoeirenses e o Vale do Jaguaribe.

Por: Marfreitas

Postado: Tv Jaguar