FERRO E AÇO MACHADO EM ALTO SANTO-CE

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Estudantes de Jaguaribe criam equipamento que liga e desliga luzes e aparelhos de residência


Criar ideias sustentáveis e evitar o alto consumo ou a utilização desnecessária de energia nunca é demais. No município de Jaguaribe, localizado a 318 km de Fortaleza, dois alunos de 17 anos da escola Poeta Sinó Pinheiro desenvolveram um projeto para conscientizar as pessoas quanto à economia de energia da escola onde estudam.

Intitulado como Eco Tech, o projeto criado pelos jovens Mateus Gomes e Rodrigo Marques utiliza a tecnologia para auxiliar na diminuição do consumo. Por meio de uma rede wifi, Mateus garante que é possível desligar equipamentos eletrônicos mesmo estando distante do ambiente.
“O usuário tem a capacidade de ter acesso total a sua casa pelo smartphone ou tablet, podendo monitorar o consumo de energia em tempo real e podendo manipular luzes, ar condicionados de forma que possa ser ligado ou desligado. É possível desligar sequencialmente ou simultaneamente os equipamentos de várias salas”, explica Mateus.
Mateus Gomes e Rodrigo Marques (Foto: Arquivo Pessoal)
Mateus Gomes e Rodrigo Marques (Foto: Arquivo Pessoal)
Acompanhamento do consumo
Com o projeto, o consumidor pode verificar as alterações de consumo de cada aparelho dentro de sua residência. Caso o ar condicionado consumisse 200 kwh, e passasse a consumir 400 kwh, por algum problema, é possível verificar por meio de dispositivos móveis em tempo real a essa mudança na quantidade de energia gasta.
“Com isso, o usuário tem a capacidade de ter acesso total a sua casa pelo smartphone ou tablet, podendo monitorar o consumo de energia em tempo real e podendo manipular os eletrônicos”, destaca Mateus.
Desenvolvido há cerca de um ano, o projeto fornece o monitoramento de consumo em tempo real. Com esse controle é possível economizar até 50% da energia utilizada de forma desnecessária. Para fazer tudo isso, os autores garantem que um dispositivo é instalado nos equipamentos que viabiliza a conexão.
Segundo o jovem inventor, por enquanto, o projeto é usado apenas na escola onde estuda. “A princípio, a ideia do Eco Tech surgiu para atender as necessidades da nossa escola. Nós só decidimos criar o projeto depois que realizamos algumas pesquisas na escola e vimos que a energia era um dos maiores gastos da instituição”, afirma Mateus.
Com destaque dentro da instituição, o projeto abriu portas e contou com ajuda financeira de empresas da região, mas a falta de investimentos ainda é uma das principais dificuldades enfrentadas pelos inventores. “Inicialmente contou com o apoio de um vereador e algumas empresas. Mas, por não conter apoio real do governo em relação a compra de equipamentos, fica difícil dar um certo engajamento ao projeto”, declara.
Próximo de prestar vestibular, Mateus garante que a intenção é aprimorar seus conhecimentos fazendo um curso superior. “Eu pretendo para o meu futuro ser um desenvolvedor de sistemas e trabalhar com artes gráficas. Mas de uma maneira que sempre tenha a necessidade de inovar, pois não significa apenas ter uma simples ideia, mas sim é importante ampliar de modo que seja utilizado por todos”, afirmou.
Clique na imagem para ampliar:
Premiações
Mesmo com poucos incentivos e apoios financeiros, o projeto já gera grande expectativas. No ano passado, o projeto trouxe algumas premiações importantes para os jovens. “Na primeira Feira de Ciência que participamos, fomos vencedores e nos classificamos para apresentá-lo na Feira de Ciências de Fortaleza, na categoria Robótica Educacional. Nessa ficamos em 4º lugar e ganhamos como premiação uma credencial para Recife, onde viajamos por conta do governo”, destaca.
Mesma sem resultados expressivos em Recife, os jovens garantem que estão satisfeitos. “Já foi grande passo conseguir levar o nome da nossa cidade para o Brasil. Sabemos que é algo que merece ser melhorado e vamos
trabalhar nisso”, completa.

Tribuna do Ceará