FERRO E AÇO MACHADO EM ALTO SANTO-CE

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Câmara aprova prosseguimento do processo de impeachment no Senado ...


A votação em plenário terminou com 367 votos favoráveis e 137 contrários; sessão durou quase dez horas

 

O 342º voto em favor do impedimento, atingindo a barreira de 2/3 da Casa necessários para a aprovação, foi dado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), quando houve comemoração da oposição à presidente da República

( Foto: Agência Câmara )

Brasília. A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de ontem, a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). O 342º voto em favor do impedimento, atingindo a barreira de 2/3 da Casa necessários para a aprovação, foi dado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). Os debates haviam começado às 8h55 da última sexta-feira (15).

A presidente, atingida pela queda de popularidade em razão da crise econômica e das investigações da Operação Lava-Jato, ainda não será afastada do cargo, no entanto. Para que isso ocorra, a decisão dos deputados tem de ser referendada pelo Senado por maioria simples, cuja votação deve ocorrer no início do mês de maio.

Com isso, Dilma se une a Fernando Collor (PTC) no rol de mandatários que tiveram o impeachment aberto pela Casa após a redemocratização do Brasil - o senador alagoano acabou renunciando antes do julgamento que lhe cassou direitos políticos. Em 1999, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) escapou da abertura de processo após vencer recurso em plenário contra o arquivamento de pedido do PT.

Dilma e seu mentor político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passaram os últimos dias em um verdadeiro cabo de guerra para tentar esvaziar a vantagem de votos voto pró-impeachment. O Palácio do Planalto vinha perdendo força desde a saída do PMDB, do vice-presidente Michel Temer, de sua base no mês passado, em um movimento tumultuado, já que vários ministros do partido resistiram a deixar os cargos no governo.

Na semana passada, o processo ganhou ímpeto com a aprovação em comissão especial do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que pedia o impeachment devido às chamadas "pedaladas fiscais" e à abertura de créditos extraordinários sem autorização do Legislativo.

Os críticos do impeachment consideram que os motivos não configuram crime de responsabilidade, figura estabelecida em lei para justificar o processo. As pedaladas foram manobras fiscais que utilizaram recursos de bancos de forma indevida - o custo para quitá-las, pago no fim de 2015, foi de R$ 72,4 bilhões.

DN