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sábado, 2 de julho de 2016

Cidades do Baixo Jaguaribe estão sendo abastecidas por poços profundos




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Cidades da região do Baixo Jaguaribe estão sendo abastecidas por água subterrânea captada a partir de poços profundos. A instalação de novos equipamentos, bem como a reativação de poços antigos tem minimizado os efeitos da seca sobre a população. “Com a redução da liberação de água do Açude Castanhão no leito do rio, tivemos de intensificar a construção e a instalação de poços profundos. Também reativamos sistemas antigos, como o de Aracati. Com isso, estamos garantido a oferta de água para as populações urbanas mesmo no quinto ano de estiagem”, explica o secretário do Recursos Hídricos, Francisco Teixeira.
Cidades como Jaguaruana, Itaiçaba, Palhano, Fortim e Aracati foram alvo de atenção especial desde o início deste ano, quando ações planejadas por Cogerh, Sohidra e Cagece começaram virar realidade. “A Cogerh passou a fazer alocações de poços (marcar os poços), a Sohidra, a construir e a Cagece, a instalar esses poços com energia e bombas. Com esse trabalho conjunto e integrado, o governo do Estado vem conseguindo dar resposta nesse momento de grave crise hídrica”, avalia Teixeira.
CUMBE – O Aquífero do Cumbe, que já abasteceu Aracati no passado foi reativado e passou a contribuir novamente para o abastecimento daquele município. “Tínhamos um bom sistema que estava desativado. Como a cidade cresceu, tivemos também de fazer novos poços para garantir a vazão necessária para o abastecimento da área urbana”, conta Teixeira. Na avaliação do secretário, todo o baixo vale poderia estar passando por sérias dificuldades caso o governo não tivesse agido em tempo hábil.
A Região do Baixo Jaguaribe, ao contrário da maioria das regiões do Ceará, é pobre em reservatórios superficiais (açudes e barragens). “A geografia da região não favorece a construção de grandes barragens”, explica Teixeira. Dessa forma, desde a construção do Castanhão, no Médio Jaguaribe, as cidades eram abastecidas pela água liberada do Açude no leito do Jaguaribe. “Com a seca no seu quinto ano seguido, não é mais possível perenizar o rio até a sua foz. Isso representaria perdas de água muito grandes. Por isso a opção pela água subterrânea”, ensina Teixeira.
As ações de convivência com o semiárido foram debatidas na reunião do Comitê de Monitoramento de Ações de Enfrentamento aos Efeitos da Estiagem, nesta sexta-feira (1º). O chefe de Gabinete do Governador, Élcio Batista, acompanha as reuniões semanais. “Desde o ano passado, governador Camilo Santana determinou esse cuidado com a questão hídrica do Estado, com mais atenção às áreas com maior vulnerabilidade. Essas reuniões semanais são fundamentais para que possamos determinar as ações específicas para cada uma das cidades. Há um cuidado especial com o abastecimento humano que é uma prioridade, mas também no que diz respeito às atividades econômicas”, destaca.
Ações de convivência com o semiárido
Uma das prioridades da gestão do governador Camilo Santana tem sido intensificar e garantir recursos e estratégias para minimizar os efeitos do quinto ano consecutivo de estiagem no Estado do Ceará. Além das ações de perfuração de poços, estudos aprofundados em áreas litorânea para captação de água subterrânea e construção de adutoras de montagem rápida, o Governo do Estado investe em ações de reúso de água e dessalinização. Somente nos anos de 2015 e 2016, foram perfurados 1.914 poços pela Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra). Foram construídos 330 km de adutoras de norte a sul do Ceará, além de chafarizes e sistemas de abastecimento de água.

TVJ1