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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Governo anuncia 600 mil moradias em 2017



12 de agosto de 2016 às 09:47
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O presidente em exercício, Michel Temer, propôs, ontem, a criação de um fórum permanente de diálogo entre a Presidência da República e representantes da construção civil. O grupo a ser criado se reunirá a cada 45 dias, no Palácio do Planalto, para avaliar o andamento das ações destinadas ao setor. Ele disse, ainda, que a meta é contratar, no ano que vem, 600 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O anúncio foi feito em Brasília, durante o “Encontro com a construção civil – unindo forças para construir o futuro do Brasil”. O evento contou com a participação de mais de 800 representantes de todos os segmentos do ciclo produtivo do setor, vindos de todos os 26 estados brasileiros. “Não há prosperidade sem a construção civil”, afirmou Temer.
Em conjunto com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, para 2017, o orçamento da habitação vai ganhar investimento de R$ 7 bilhões, em recursos do FGTS, para essas novas contratações. Porta-voz do setor, representando também as entidades dos demais segmentos da indústria, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, manifestou apoio de empresários e trabalhadores ao governo Temer e às medidas propostas para o Brasil recuperar a credibilidade e restabelecer um ambiente de normalidade no País. “A construção civil apoiará tudo o que favoreça a construção de um Brasil melhor”, destacou Martins.
Classe média

Segundo o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a pretensão é que 400 mil moradias contratadas sejam destinadas a famílias com renda mensal entre R$ 2.351,00 e R$ 6.500,00 – nas faixas 2 e 3 do programa federal de habitação. O restante será direcionado a famílias com renda inferior, e para entidades federais do campo e da cidade. Foi anunciada, também, a construção de 40 mil novas casas do MCMV, destinadas a famílias com renda mensal entre R$ 1.600,00 e R$ 2.350,00 (faixa 1,5). Os subsídios para esses imóveis podem chegar a R$ 45 mil na construção de casas avaliadas em até R$ 135 mil. A contratação será feita ainda neste ano e o início das obras está previsto para 2017.
De acordo com o presidente do Sindicato das Construtoras do Ceará (Sinduscon-CE), engenheiro André Montenegro, a principal novidade foi o anúncio das 40 mil novas unidades para o MCMV, na faixa 1,5 – que é nova –, mas são para todo o Brasil, o que deve dar cerca de 1.500 unidades para cada estado. “A boa notícia é que o Governo disse que vai manter o programa em dia, pagando as obras que estão sendo executadas. Vai analisar bem, sem exacerbar nos gastos, para não prometer aquilo que não pode cumprir. E se propôs a ouvir o setor, em todas as tomadas de decisão que envolvam a construção civil, que é de grande importância para a economia nacional”, afirmou.

O ministro das Cidades disse, ainda, que a expectativa para este ano é zerar o número de moradias que foram contratadas pela gestão passada, mas estão paralisadas. Segundo o Governo Federal, na faixa com renda bruta mensal de até R$ 1.800,00 há 50,2 mil residências, cujas obras pararam há meses, mas que serão retomadas.