FERRO E AÇO MACHADO EM ALTO SANTO-CE

sábado, 26 de novembro de 2016

Aluna de Alto Santo-CE vence etapa regional da olimpíada de língua portuguesa escrevendo o futuro e disputará fase final em Brasília





Ingrid Bezerra Bessa, aluna da professora Sílvia Patrícia da Costa Oliveira da Escola Municipal Cazuza Bezerra, foi classificada para etapa regional da olimpíada de língua portuguesa escrevendo o futuro.

O texto foi analisado pelas comissões julgadoras escolares Municipal e Estadual e foi selecionada como um dos 125 semifinalistas da olimpíada na categoria poema.

A aluna e professora participaram da oficina regional que aconteceu em Salvador-BA nos dias 22, 23 e 24 de novembro.


O poema: No Terreiro lá de Casa foi classificado como finalista e a aluna e professora representará Alto Santo na etapa Nacional, no qual se reunirão os 152 finalistas de todo o Brasil.

O evento final acontecerá em Brasília nos dias 12 e 13 de Dezembro de 2016 e dele sairão os 20 vencedores da olimpíada. O portal Alto Santo é Notícia transmitirá ao vivo esse evento.


Poema vencedor:


No Terreiro Lá De Casa



Eu aprendi a brincar,
De pés descalços no chão
Sem medo de me sujar,
E não troco o meu pião
Por um belo celular.

No terreiro lá de casa
Tem todo tipo de flor,
Que inté na seca braba
Resiste qualquer calor,
Pois são plantadas com fé
E regadas com amor.

No terreiro lá de casa
Tem o calor do sol quente,
A lua que ilumina
A chuva que molha a gente,
E até nos tempos de seca
Nosso povo segue em frente.

No terreiro lá de casa
Digo: Oi, Dona Maria !
Dou com a mão a Seu Zé
Que responde com alegria,
Oi pra cá e Oi pra lá
Pense numa simpatia.

No terreiro lá de casa
Pulo corda e jogo bola,
E quando a fome aperta
Tem tareco e mariola,
Brinco lá a tarde toda
De manhã vou pra escola.

No terreiro lá de casa
A vida é muito mais bela,
Nem precisa ser modelo
Brilhando em passarela,
Aqui qualquer um desfila
O povo é quem brilha nela.

No terreiro lá de casa
Eu brinco de ser criança,
Pra sempre vou recordar
Cada dia na lembrança,
Pros meus dias no futuro
Serem cheios de esperança.

No terreiro lá de casa
Também sou um aprendiz,
Lá eu caio, e lá levanto
E carrego a cicatriz,
Serão marcas da infância
De alguém que foi feliz.


Por: Rodolfo Lira