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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Pipeiro joga água fora em cidade afetada pela seca no CE e acaba preso pela Polícia


A Polícia Militar do Estado do Ceará (PMCE), nessa terça-feira (03), flagrou o exato momento em que o motorista de um caminhão tipo pipa despejava cerca de nove mil litros de água potável em um córrego, no município de Maracanaú – Região Metropolitana de Fortaleza. O condutor e o proprietário do caminhão foram presos e o procedimento policial sobre o caso foi registrado no 21º Distrito Policial. Segundo os suspeitos, a água desviada teria sido retirada da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e teria como destino o abastecimento de comunidades do município de Canindé, que sofrem com a seca.


O desperdício foi flagrado no bairro Distrito Industrial, quando Paulo Tierdes Cavalcante de Oliveira (31), que responde por lesão corporal dolosa e era o motorista do caminhão, despejava a água. Ele ainda tentou enganar os policiais, informando que a água era suja, oriunda de piscina. Mas os militares constataram que a substância era límpida, transparente e inodora. Eles efetuaram a ação policial após serem acionados para a ocorrência via Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops); e ainda receberam informações de que a prática criminosa seria constante. O motorista foi conduzido ao 21º DP.


Paulo alegou que realizava o serviço ilícito a mando do proprietário do caminhão, identificado como Wanderson da Silva Costa (23), que foi até o 21º DP e também foi preso em flagrante. Ambos foram autuados por estelionato e dano ao patrimônio público. De acordo com o delegado George Malaquias, titular da delegacia e responsável pelo caso, Wanderson informou que participa da Operação Carro Pipa (abastecimento emergencial de água potável) por meio de um cadastro feito no Exército Brasileiro e que realizava o serviço há mais de um mês. O trabalho dele seria transportar a água que seria distribuída gratuitamente. Mas, ao invés disso, derramava os milhares de litros. A Polícia suspeita que o crime era cometido para Wanderson não ter gastos com combustível ao transportar a carga, abastecida na central da Cagece que fica no bairro Jereissati, em Maracanaú.

As investigações sobre o caso continuam. Wanderson não apresentou à Polícia nenhum documento que comprovasse sua inscrição na operação “Carro Pipa”. Ainda segundo o delegado Malaquias, as declarações do suspeito serão apuradas e, dependendo do aprofundamento das investigações, o caso poderá ser repassado para a Polícia Federal. Os dois homens permanecem presos.