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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Tatuagem do bem: tatuadoras fazem alertas no corpo para casos de emergência





Tatuagem é algo muito pessoal. Tem quem tatue nomes de entes queridos, rostos, paisagens, mas já imaginou tatuar alguma condição médica?

A ideia já é comum nos Estados Unidos, onde desde 2006 existe um grupo que reúne profissionais que fazem a preço de custo tatuagens com alerta sobre diabetes. O objetivo é evitar uma confusão de diagnósticos caso o paciente esteja inconsciente.

No Rio de Janeiro, a tatuadora Nathalia Stern, de São Gonçalo (RJ), passou a realizar tatuagens com alertas médicos.
"Conheci o projeto através de uma colega da área que tatua em São Paulo. Por ter duas diabéticas na família, minha avó de 70 anos, e minha prima de 15, eu não tive como não me sensibilizar e aderir", explica.  
            
A "tatuagem do bem" é feita por preço mais baixo, para cobrir os custos da tinta. Nathalia diz que faz desenhos por valores entre R$ 40 e R$ 70.




Em São Paulo, a tatuadora Bruna Safeco toca a mesma iniciativa. O desenho no corpo seria uma forma de facilitar o atendimento em caso de emergência, evitando que um desamai por hipoglicemia seja confundido com uma overdose, por exemplo. 

Quando um diabético passa mal, dá a impressão de que ele está bêbado ou drogado e algumas pessoas hesitam em ajudar em função disso. Se ele tem a tatuagem de alerta, facilita o socorro                    
Bruna Safeco, tatuadora
O convite aos interessados em registrar na pele a condição médica foi publicado nas redes sociais em dezembro pela tatuadora da região metropolitana do Rio já tem mais de 11 mil compartilhamentos. Nathalia conta que sua agenda já está lotada para fevereiro.

Não é só diabetes

As tatuagens não se limitam apenas a casos de diabetes. Algumas pessoas colocaram na pele um alerta para as alergias que possuem e até mesmo outras condições médicas.
"A tatuagem mais curiosa foi a de 'Situs Inversus Totalis', é quando todos os órgãos das pessoas estão do lado contrário do corpo, por exemplo, o coração é do lado direito, em vez do esquerdo", diz Nathália.



Já a tatuagem mais diferente feita por Bruna até o momento denunciava uma alergia a látex.
Para Nathália, a tatuagem também serve como uma forma de aceitação. "As desmarcações vieram de pessoas que ainda não estavam seguras e confortáveis em se expor como portadora de determinada doença. As pessoas que tatuam sempre saem daqui bem felizes", ressalta.


FONTE: UOL