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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Em São Paulo, Filha chega para júri do pai que teria mandado matá-la em 2001


A publicitária Renata Archilla chegou no início da tarde desta quarta-feira (1º) ao Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, para o júri popular do pai dela, o empresário Renato Grembecky Archilla, acusado de, junto do avô de Renata, mandar matar a própria filha.


Um homem vestido de papai noel deu três tiros em Renata, que sobreviveu. O caso aconteceu em 2001 e só agora, mais de 15 anos depois, será realizado o júri popular. "A Justiça demorou, mas agora vai acontecer", disse Renata. O atirador trabalhava na fazenda do avô da jovem.

O pai e o avô Nicolau Archilla Galan chegaram a ser presos em 2008, mas cumpriam prisão domiciliar. Nicolau morreu ano passado.

Em 2006, o policial militar José Benedito da Silva, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão pelo crime. Ele foi expulso da corporação.

"Espero que seja feita Justiça. Todos os fatos estão claros. A verdade é que meu pai e meu avô mandaram me matar. Nunca tive dúvida desde o primeiro dia que levei os tiros. Tive ameaças antes do atentado e foi uma execução. Pessoa vestida de papai noel chegou no vidro do meu carro e começou a atirar na minha cabeça", afirmou Renata.


Os advogados de defesa do pai não quiseram falar ao chegar ao Fórum.

Renata disse ainda que durante todo esse período pensou em desistir da ação. Por causa das balas ela perdeu os dentes da parte inferior da boca. Também levou um tiro na mão e tem uma bala alojada na coluna. "Senti muita dor, foram quase 10 anos de tratamento, fiquei entre a vida e a morte. Praticamente sete anos sem dente na boca, tirando prótese para fazer a higiene bucal. Teve momentos que eu quase desisti por muita dor e muito sofrimento."

Ela disse que o pai e a mãe dela namoraram por dois anos e ambos decidiram pela gravidez. Quando Renata nasceu, o pai não reconheceu a paternidade. Foram 12 anos na Justiça para ela poder ter o sobrenome do pai no documento de identidade. Depois houve um novo processo de pensão alimentícia.
 
FONTE: MASSAPE CEARA