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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Setembro verde: Crianças transplantadas renovam esperança de viver com saúde



Referência nas regiões Norte e Nordeste em transplantes cardíacos, o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, da rede pública do Governo do Ceará, realizou nos últimos 20 anos, 392 transplantes de coração. Só este ano, de janeiro a agosto, foram 22 transplantes cardíacos. Destes, cinco pediátricos. Um deles foi o da pequena Ana Kemely Albuquerque, de apenas dois anos, diagnosticada com Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo, uma malformação cardíaca que leva a atrofia ou mau desenvolvimento das estruturas do lado esquerdo do coração.
 Setembro verde: Crianças transplantadas renovam esperança de viver com saúde
Kemely é de Fortaleza e chegou ao Hospital de Messejana em estado grave, com apenas um mês de vida. Fez duas cirurgias e um cateterismo, mas nenhum dos procedimentos foi suficiente. A indicação para o caso dela foi mesmo o transplante. Ela entrou na fila e em maio deste ano, depois da terceira tentativa por negação da família doadora, Kemely ganhou um novo coração. A mãe, Ana Carolina Pereira, 29, conta que foram momentos de muita fé, oração e esperança. “Nós sempre acreditamos que essa vitória nós iríamos conquistar, nunca desistimos. Nós sabíamos que ela estava no limite dela. Não engatinhava, era roxinha, inchada, mas nunca perdeu o brilho no olhar”, conta Carolina muito emocionada.


O transplante foi realizado no dia 5 de maio. Atualmente, Kemely não precisa ficar internada. Ela só comparece ao Hospital de Messejana de quinze em quinze dias para realização de exames de rotina e para verificar se o órgão não está apresentando rejeição. Os últimos exames realizados comprovaram que ela está reagindo bem. “Depois desse transplante, parece que trocaram minha filha, foi uma nova vida. É uma felicidade sem fim vê-la respirar, poder escutar o coração novo batendo normalmente, parece um sonho!”, declara a mãe.

Ao lado do marido, o motorista José Kelvis Albuquerque, 26, Carolina faz um pedido antes de finalizar a entrevista: “por favor não deixe de colocar na matéria a nossa imensa gratidão à família doadora”. E o casal ressalta que o mais lindo da doação de órgãos é que “em um momento de tanta dor, uma família pensa em salvar uma outra vida”. José Kelvis e Carolina agora só têm a expectativa de ver a filha correr, estudar, brincar com outras crianças e continuar a sorrir com esse eterno brilho no olhar.

Fonte: Tv Jaguar / Assessoria