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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Com recorde de casos, Ceará só define novas ações contra chikungunya após o Carnaval



O Ceará foi o estado brasileiro com mais casos suspeitos de chikungunya, em 2017. Foram registrados mais de 99 mil casos, quase o triplo de 2016, representando 73% em relação ao País. Os dados são do Ministério da Saúde. A Secretaria da Saude do Ceará (Sesa) traça estratégias de combate ao Aedes aegypti para este ano, que serão divulgadas após o Carnaval.
 

Agente de saúde realiza trabalho na Praia de Iracema
De acordo com a técnica do Núcleo de Controle de Vetores da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Ricristhi Gonçalves, a "explosão" de casos de chikungunya já era esperada. 

"Existe um complicador aqui (no Nordeste) que é a falta de água. E quando chove, muita água é armazenada", pondera. "Aliado a isso, a gente entende que as ações de controle precisam ser contínuas. A população começa, se engaja, mas depois há uma diminuição do tratamento. Dessa forma, a proliferação é inevitável".
 
 
Em junho de 2017, a Sesa lançou um termo de incentivo aos municípios no combate a arboviroses. Os municípios que atingissem todas as metas definidas participam de um rateio de R$ 10 milhões.

Dentre os critérios estabelecidos pelo Governo do Estado está a criação de um comitê municipal de combate que esteja atuante, além da monitoração dos indicadores de qualidade da vigilância das arboviroses e atingir a cobertura mínima de 80% dos imóveis da cidade.

A pasta informou que a premiação será liberada após a avaliação dos indicadores cosolidados, de cada município, para este ano. Ainda conforme a secretaria, mais de 80% das cidades aderiram à proposta em relação a 2016. 
 
"Desde o ano passado, temos reuniões para traçar estratégias para este ano", diz Ricristhi Gonçalves, levantando a possibilidade de uma nova premiação de incentivo aos municípios. Ela afima que a secretaria analisa novas tecnologias de monitoramento e melhoramento do sistema de informação.

Enquanto isso, alerta, é importante que as pessoas redobrem os cuidados contra o vetor da dengue, da zika e da chikungunya.  
 
FONTE: O POVO